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Festa de Natal da empresa em Lisboa: DJ, animação e como a organizar sem stress

Por Guga Brasa · leitura de 6 min

Guga Brasa de fato, ao microfone, a conduzir um evento de empresa
Guga Brasa a conduzir um evento de empresa. Foto da Team Brasa.

Em outubro, quem organiza a festa de Natal da empresa já sente o relógio a andar. As sextas-feiras de dezembro enchem depressa, os restaurantes com sala privada também, e há sempre alguém a perguntar se este ano vai haver música e sorteio. Escrevo este guia a pensar em quem tem essa tarefa em Lisboa e arredores: o que decidir primeiro, o que costuma correr mal e como fazer uma festa de que as pessoas falem em janeiro.

Primeiro a data, depois tudo o resto

As festas de Natal concentram-se em poucas semanas: o fim de novembro e as primeiras três semanas de dezembro, com as sextas-feiras e os sábados a esgotar primeiro. Quem fixa a data cedo escolhe o espaço e a equipa; quem deixa para depois aceita o que sobra. Se a vossa equipa aceita bem uma quinta-feira ou um almoço prolongado, têm muito mais escolha e, muitas vezes, melhores condições.

O conselho prático: decidam a data e o número aproximado de pessoas ainda em outubro. Com estes dois dados já se reserva o espaço e já posso dizer-vos, numa conversa curta, o que faz sentido para a vossa festa.

Lisboa e arredores: o espaço muda a festa

Trabalho em Lisboa e em toda a região: Cascais, Oeiras, Sintra, Loures, a margem sul e o resto do distrito. Cada sítio tem as suas regras e convém conhecê-las antes de fechar. Um restaurante no centro pode ter hora limite para música e pouco espaço para montar a cabine; um hotel costuma ter sala preparada mas regras de horário e de cargas; uma quinta dá liberdade e espaço para a pista, mas obriga a pensar no transporte das pessoas.

Também há empresas que fazem a festa no próprio escritório. Funciona muito bem para equipas pequenas, desde que se arrume uma zona para a pista e se confirme com o condomínio até que horas pode haver som.

Seja qual for o sítio, perguntem sempre três coisas: até que horas pode haver música, por onde entra o equipamento e se há tomadas e espaço junto à zona da pista. Com isto evitam surpresas no próprio dia.

A ordem da noite que funciona

Uma festa de Natal de empresa tem quase sempre os mesmos momentos: a chegada, o jantar, as palavras da direção, os prémios ou o sorteio e, no fim, a pista. A diferença entre uma festa morna e uma festa boa está na ordem e no ritmo.

O que costumo propor: música ambiente na chegada, para as pessoas se encontrarem; o jantar com som baixo, que deixa conversar; os discursos antes da sobremesa, curtos e à hora marcada, enquanto a sala ainda está atenta; a seguir, o sorteio ou os prémios, com ritmo e boa disposição; e só então a pista, quando a energia já está em cima. Discursos depois da pista aberta quase nunca resultam.

Animação que junta a equipa sem expor ninguém

Numa festa de empresa há chefias, equipas que mal se cruzam durante o ano e pessoas tímidas que não querem estar no centro. A animação boa respeita isso. Em vez de chamar alguém ao palco à força, prefiro dinâmicas por mesas ou por equipas: um quiz sobre o ano da empresa, desafios rápidos entre mesas, um sorteio bem conduzido em que cada prémio é um pequeno momento de festa.

O objetivo é que as pessoas se riam juntas e se conheçam melhor, não que alguém volte para o lugar envergonhado. É uma linha fina e é aí que a experiência de quem anima faz diferença.

DJ e repertório para várias gerações

Numa empresa, a mesma pista tem o estagiário de 22 anos e o diretor de 60. O repertório tem de chegar a todos: os clássicos que toda a gente canta, os êxitos dos anos 80 e 90 que enchem sempre a pista, a música portuguesa que une a sala e o que se ouve agora. O segredo não está na lista de músicas, está em ler a sala e mudar no momento certo.

Se a equipa tiver colegas estrangeiros, conduzo os momentos formais e a animação também em inglês e em francês, para ninguém ficar de fora.

Equipas pequenas também merecem uma boa festa

Uma festa de Natal não tem de ser enorme: equipas de 10, 20 ou 40 pessoas, como uma agência, uma loja ou um escritório, também merecem uma noite à altura. Para estes casos não é preciso um palco enorme. Uma cabine compacta, bom som, luz para a pista e alguém que conduza a noite chegam para transformar um jantar num momento que a equipa não esquece.

Lista rápida para quem organiza

Data e número de pessoas fechados em outubro. Espaço confirmado, com hora limite para a música e acesso para o equipamento. Ordem da noite combinada: chegada, jantar, discursos, prémios, pista. Lista dos prémios e de quem os entrega. Nomes de quem vai falar, para os apresentar bem. E uma pessoa de contacto no dia, para tudo o que for preciso decidir na hora.

Se quiserem, trato eu da parte do som, da condução da noite e da animação, e vocês ficam livres para aproveitar a festa com a equipa.

Para ir mais longe

A festa de Natal da vossa empresa, tratada do início ao fim

Digam-me a data, o número de pessoas e o espaço. Envio uma proposta à medida, sem compromisso.

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