Um animador brasileiro em Portugal

Cheguei a Portugal em 2019, com uma mala cheia de experiência e zero contactos no mercado local. O que se seguiu foi um recomeço — e a prova de que a brasa, onde quer que caia, pega fogo.
O recomeço
Vim com a Nico, a minha esposa, e uma família romena que abriu um food truck de kebabs. Enquanto a vida se reorganizava, eu batia à porta do mercado de animação português — um mercado competitivo, com códigos próprios, e onde ninguém me conhecia.
A primeira grande oportunidade veio pela empresa Crazy Day, do Luiz Moreno, e o meu primeiro casamento-teste em Portugal aconteceu graças ao João Palhota, que apostou num animador brasileiro que ainda estava a aprender os ritmos da casa. Ficarei sempre grato por essas pontes.

O que o público português me ensinou
Descobri uma coisa linda: o público português adora música brasileira. Samba, pagode, sertanejo, funk — e até um Mamonas Assassinas a fechar a noite — funcionam como poucas coisas para encher uma pista em Portugal. Percebi que o meu "sotaque" musical não era um obstáculo; era um trunfo.
Aprendi a juntar o melhor dos dois mundos: o repertório português que toda a sala canta, com a energia e o calor brasileiro que faz a festa subir de temperatura. É essa mistura que se tornou a minha assinatura.

De um nome a uma equipa
Anos depois, mais de 180 casamentos animados, aquele animador brasileiro que chegou sem contactos tornou-se uma referência — e o nome Guga Brasa transformou-se numa equipa: a Team Brasa. Mesma alma, mesma brasa, agora com estrutura, produção e uma equipa completa.
Portugal deu-me um palco. Eu tento, todos os fins de semana, retribuir com festas que ninguém esquece.
Bora meter brasa na tua festa? 🔥
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